A trajetória de Pierce Brosnan como James Bond do pior ao melhor filme

A fase do ator britânico como o agente 007 é revisitada em ranking que avalia desde o impacto cultural até as cenas de ação mais marcantes da franquia.

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Pierce Brosnan como James Bond em GoldenEye
Pierce Brosnan assumiu o smoking do agente 007 em quatro filmes entre 1995 e 2002. Crédito: EON Productions / MGM

A franquia de James Bond possui marcas registradas inconfundíveis, mas poucos períodos da história do agente secreto geram tanto debate quanto a fase estrelada por Pierce Brosnan entre os anos de 1995 e 2002. Composta por quatro longas-metragens, a gestão do ator capturou uma transição estética importante no cinema de grande orçamento, equilibrando o uso de dublês e efeitos práticos com a introdução gradativa de computação gráfica pesada.

Na última posição da trajetória de Brosnan fica Um Novo Dia Para Morrer (2002), lançado no aniversário de 40 anos da saga dirigido por Lee Tamahori. O longa acumulou exageros visuais marcantes, como o carro invisível de Bond e sequências de para-surfing digitalizadas, ofuscando elementos elogiados como o duelo de esgrima contra o vilão Gustav Graves (Toby Stephens) e a presença de Halle Berry.

Subindo na avaliação, 007 – O Mundo Não É O Bastante (1999) aposta em uma dinâmica mais vulnerável para o protagonista, lidando com um ferimento no ombro ao longo da trama e enfrentando a complexa Elektra King, interpretada por Sophie Marceau. Logo acima, 007 – O Amanhã Não Morre (1997) brilha pela agilidade proporcionada pelo diretor Roger Spottiswoode e pela forte parceria entre Bond e a agente chinesa Wai Lin, vivida por Michelle Yeoh em cenas memoráveis de perseguição em Saigon.

Pierce Brosnan e Denise Richards em O Mundo Não É O Bastante
O Mundo Não É O Bastante apresentou vilões complexos ao lado de escolhas de elenco debatidas. · Imagem: EON Productions / MGM

O topo absoluto do período pertence a 007 contra GoldenEye (1995), marco que marcou o retorno do personagem após um hiato de seis anos nas telas e estabeleceu o padrão definitivo para os blockbusters da época. Dirigido por Martin Campbell, o filme combinou a inesquecível introdução de Judi Dench como a chefe M com um antagonista sólido na figura de Alec Trevelyan (Sean Bean), além de sequências de destruição urbana com tanques nas ruas de São Petersburgo que permanecem insuperadas na filmografia do herói.

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