Clayface e Resident Evil compartilham encerramento marcante com leituras opostas

Blockbusters de horror de 2026 utilizam o mesmo recurso visual em suas cenas finais, mas aplicam significados totalmente diferentes para os protagonistas.

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Tom Rhys Harries em cena de Clayface
Matt Hagan enfrenta as consequências de sua transformação corporal no terror da DC. Crédito: Warner Bros. Pictures

O filme Clayface, ambientado no universo expandido da DC, chamou a atenção nas bilheterias mundiais ao liderar o fim de semana com uma arrecadação de 22,8 milhões de dólares. Dirigido para o horror corporal intenso, o longa acompanha a derrocada de Matt Hagan, interpretado por Tom Rhys Harries, cujas escolhas o levam a perder a própria humanidade e a se transformar em uma criatura moldada por argila e nanobots.

Nas cenas finais da produção da Warner Bros. e DC, Hagan aparece completamente isolado, com sua recém-descoberta solidão sendo coroada por um rugido direcionado diretamente à câmera. Curiosamente, a mesma escolha de encerramento foi adotada por Zach Cregger em Resident Evil, outro grande expoente do gênero lançado em 2026 que já ultrapassou a marca de 400 milhões de dólares globalmente. Apesar da semelhança visual, o significado por trás dos atos finais diverge profundamente entre as obras.

Cena de Resident Evil
Resident Evil aposta em uma narrativa de surto médico e infecção em massa. · Imagem: Sony Pictures

Para Matt Hagan, o rugido final simboliza a consolidação definitiva de sua descida ao papel de vilão, marcado por escolhas conscientes de automedicação e por uma obsessão que destruiu todas as suas relações pessoais. Em contrapartida, o desfecho de Bryan Hodukavich em Resident Evil carrega um peso distinto. Infectado por uma epidemia biológica enquanto tentava cumprir a missão de entregar uma cura, o personagem sucumbe à doença sem uma motivação maligna prévia, transformando-se em uma ameaça enquanto o mundo ao redor desaba com a chegada da Guarda Nacional.

Além do paralelo com o longa da Sony, o arco de Matt Hagan em Clayface funciona como uma expansão narrativa para o recém-criado universo da DC. O longa atua como uma prequela dos eventos vistos na série animada Creature Commandos, revelando que a versão trágica e quase empática de Hagan eventualmente se transforma em um supervilão sádico e mercenário antes de seu destino final na animação.

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