The Debut, dirigido por Jesse Eisenberg e estrelado por Julianne Moore, abrirá o Festival de Marrakech 2026

O longa-metragem comanda a programação da vigésima terceira edição do evento marroquino, que também confirmou Marion Cotillard como presidente do júri oficial.

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Julianne Moore em The Debut
Cena de The Debut, dirigido por Jesse Eisenberg. Crédito: Divulgação

A comédia dramática The Debut, dirigida por Jesse Eisenberg e estrelada por Julianne Moore como uma dona de casa tímida que redescobre a paixão pelo teatro amador, foi anunciada como a obra de abertura da vigésima terceira edição do Festival Internacional de Cinema de Marrakech. O evento cinematográfico ocorrerá no Marrocos entre os dias 20 e 28 de novembro de 2026, consolidando o país como um dos principais palcos para o cinema independente e autoral no final de cada ano.

A programação completa do festival marroquino reunirá 76 produções vindas de 39 países, distribuídas entre a Competição Oficial, as Exibições Especiais de Gala, e seções paralelas dedicadas a novos talentos, longas regionais e sessões para famílias. A atriz francesa Marion Cotillard assumirá a presidência do júri da Competição Oficial, liderando a avaliação de quatorze longas-metragens de estreia e segundo trabalhos que disputam a cobiçada Étoile d’Or.

As Exibições de Gala trarão duas estreias mundiais de destaque logo após a exibição do filme de Jesse Eisenberg, incluindo o drama brasileiro-marroquino Leila et la nuit, dirigido por Fellipe Barbosa e inspirado na vida da fotógrafa Leila Alaoui com um elenco encabeçado por Roschdy Zem e Marina Foïs. Outro destaque da mesma faixa é a comédia de aventura His Weakest Creatures, assinada por Omar Hilal, que reúne pela primeira vez na tela os astros egípcios Ahmed Helmy e Hend Sabry.

A seleção oficial ainda abriga nomes de peso do cinema contemporâneo internacional, com a participação de Luca Guadagnino apresentando Artificial, James Gray com Paper Tiger, e Noah Segan com The Only Living Pickpocket in New York, estrelado por John Turturro. Na seção paralela voltada ao cinema independente, o evento exibe produções consagradas em outros festivais globais, como o vencedor da Palma de Ouro Fjord, dirigido por Cristian Mungiu, reforçando o escopo plural da curadoria neste ano.

O festival mantém forte foco na produção local e regional por meio da Panorama Marroquino e de mostras voltadas para o público jovem. Entre os títulos locais aguardados estão o drama de abertura da mostra Bardi, de Tala Hadid, e a estreia mundial de Hoods, dirigida por Mohamed Mouftakir. Com uma estrutura densa e voltada tanto para o fomento de novas vozes quanto para a exibição de blockbusters autorais, o evento reforça sua relevância no cenário cinematográfico internacional antes de abrir suas portas em novembro.

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