Bass x Machina: Série animada steampunk da Netflix une faroeste, robôs e a história de Bass Reeves

Criada por LeSean Thomas e produzida pelo Studio Mir, a produção traz Brian Tyree Henry e Janelle Monáe no elenco de voz principal.

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Cena de Bass x Machina na Netflix
Brian Tyree Henry estrela a animação steampunk da Netflix. Crédito: Netflix

A Netflix lançou oficialmente a primeira temporada de Bass x Machina, uma ambiciosa série animada que reimagina a figura histórica de Bass Reeves em um cenário de faroeste com elementos futuristas e mecânicos. Composta por seis episódios em sua estreia, a produção coloca o premiado ator Brian Tyree Henry na liderança da voz do protagonista, um caçador de recompensas marcado pelos horrores da Guerra Civil e equipado com um braço biônico obtido em circunstâncias trágicas.

Criada por LeSean Thomas, reconhecido por seu trabalho em produções como Yasuke e The Boondocks, a obra conta com a produção do Studio Mir, estúdio sul-coreano responsável por animações de grande projeção internacional como The Legend of Korra e X-Men ’97. Na trama central, Reeves aceita uma última missão bem remunerada para rastrear uma cientista desaparecida, o que o obriga a cruzar o território acompanhado por uma jovem engenheira interpretada por Tati Gabrielle.

O universo da série combina a estética clássica do Velho Oeste com inovações tecnológicas avançadas, como trajes mecânicos em formato de touro, armas de alta potência e trens blindados dotados de divisões segregadas. No entanto, a narrativa equilibra o espetáculo visual com discussões profundas sobre preconceito sistêmico, identidade, herança cultural e os dilemas morais enfrentados por pessoas marginalizadas em uma sociedade excludente que tenta limitar seus direitos e sua humanidade.

O elenco de voz também destaca a participação de Janelle Monáe como Glory, esposa de Bass, que também assina e interpreta a música tema da produção. Nomes como Cree Summer, Starletta DuPois e Chaske Spencer completam o time de dubladores, dando vida a personagens que expandem a representatividade histórica e cultural dentro do enredo fantástico, incluindo inventores nativos e místicos ligados à nação Choctaw.

Enquanto a primeira metade da temporada aposta em um ritmo dinâmico com tiroteios frequentes e a introdução da mitologia local, os episódios finais aprofundam confrontos morais intensos e debates sobre ciclos de vingança. Com uma proposta que cruza o neo-ocidental com a ficção científica industrial, Bass x Machina já se encontra inteiramente disponível no catálogo global da plataforma de streaming para maratona.

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