Rhys Ifans revela o rigor e o medo na preparação para retratar o Parkinson no drama Onwards and Sideways
Em entrevista à Variety, o ator galês detalha a imersão profunda ao lado de Laura Linney para viver Tony e honrar a realidade de quem convive com o distúrbio neurológico.
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O ator Rhys Ifans abriu o jogo sobre a complexidade de viver um paciente diagnosticado com a doença de Parkinson no longa-metragem Onwards and Sideways, dirigido por John Madden e escrito por Paul Mayhew-Archer. Com estreia comercial nos cinemas do Reino Unido em novembro de 2026, a produção acompanha a trajetória de Tony, um professor primário querido por todos que recebe a notícia de que tem mais cinco anos antes que o distúrbio avance drasticamente em sua vida. Na mesma clínica, a musicista Emma, interpretada por Laura Linney, recebe o mesmo diagnóstico, dando início a uma jornada compartilhada de resiliência, aceitação e descobertas cotidianas.
Durante os preparativos para o papel, o intérprete admitiu que o processo foi inicialmente amedrontador, exigindo uma pesquisa exaustiva que incluiu o consumo de materiais especializados, podcasts da comunidade afetada e o acompanhamento de rotinas reais de pacientes. Em entrevista concedida à Variety, Ifans explicou que precisou compreender tanto os aspectos físicos quanto as ramificações comportamentais menos evidentes da condição neurológica, como os efeitos colaterais severos dos tratamentos medicamentosos.
“Ambos fomos longe, consumindo tudo o que podíamos sobre o Parkinson”, pontuou o ator ao detalhar a preparação intensa ao lado da colega de elenco Laura Linney. O artista destacou o apoio de fisioterapeutas especializados do grupo Neuro Heroes e a importância de classes de movimento que utilizam a música como ferramenta de suporte para aliviar sintomas motores e proporcionar momentos de trégua aos sintomas dos pacientes.
O roteiro assinado por Paul Mayhew-Archer traz forte carga biográfica, já que o próprio escritor convive com o diagnóstico recebido em 2011 e integra iniciativas de conscientização sobre o tema. A narrativa busca desmistificar o distúrbio ao abordar não apenas os tremores conhecidos pelo público, mas também episódios de congelamento motor e compulsões geradas por medicamentos, expondo o esforço contínuo exigido para que as famílias mantenham o controle sobre a rotina.
Para Rhys Ifans, conhecido por uma carreira de três décadas que inclui papéis marcantes no cinema internacional e no teatro britânico, o projeto representou uma oportunidade única de homenagear tanto a coragem de quem enfrenta o distúrbio quanto a dedicação de profissionais da educação, uma vez que seu próprio pai atuou como professor primário. A obra consolida assim um retrato sensível focado em enxergar a pessoa real por trás dos sintomas exibidos nas telas.
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