Robopocalypse: Projeto Abandonado de Steven Spielberg Retorna como Série de TV
Treze anos após ser engavetado por custos elevados, o romance de Daniel H. Wilson ganha nova chance com Ron Howard na direção do piloto e roteiro de Akiva Goldsman.
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O projeto de ficção científica Robopocalypse, que permaneceu anos engavetado nas mãos de Steven Spielberg, foi oficialmente resgatado para ganhar formato de série de televisão. A revelação detalha uma nova estrutura de produção para levar o universo criado por Daniel H. Wilson às telas, superando as barreiras orçamentárias que impediram o lançamento nos cinemas ao longo da última década.
Desta vez, a direção do episódio piloto ficará a cargo de Ron Howard, enquanto Akiva Goldsman assume as funções de roteirista principal e showrunner. O desenvolvimento conjunto fica sob a tutela da Imagine Entertainment de Howard e da Weed Road de Goldsman, com a Amblin Entertainment de Spielberg mantendo envolvimento direto na produção executiva.
Baseado no livro homônimo lançado em 2011, a trama original explora um futuro próximo onde a humanidade sofre as consequências de uma dependência extrema da tecnologia. O enredo ganha contornos de suspense quando uma inteligência artificial extremamente poderosa, chamada Archos, desperta e elimina seu próprio criador, unindo a rede tecnológica global contra a raça humana e criando um cenário de sobrevivência extrema.
A trajetória de Robopocalypse no audiovisual é marcada por tentativas ambiciosas e obstáculos financeiros severos. Antes de sua publicação, Spielberg adquiriu os direitos da obra e chegou a contratar Drew Goddard para escrever o roteiro, além de contar com Chris Hemsworth e Anne Hathaway associados ao elenco em diferentes fases de desenvolvimento. No entanto, o projeto foi pausado em 2013 quando o cineasta concluiu que os custos de produção seriam impraticáveis para os padrões da época.
O projeto era colossal. Representava um risco financeiro imenso para o estúdio e eu simplesmente não estava pronto para assumir aquela responsabilidade criativa e orçamentária na época.
Em 2018, Michael Bay tentou assumir a direção de uma nova versão cinematográfica do material, mas a iniciativa também não avançou no estúdio. Agora, com o formato seriado, Ron Howard enxerga na narrativa uma urgência temática ampliada pela complexidade da relação contemporânea da humanidade com as ferramentas tecnológicas e as inteligências artificiais.
A transição do cinema para a televisão representa uma mudança estratégica vital para a propriedade intelectual. O formato episódico permite explorar com maior profundidade o material denso do livro de Daniel H. Wilson, algo inviável em um único longa-metragem sem comprometer a escala visual pretendida pelos realizadores envolvidos desde o início.
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