Asif Kapadia reflete sobre a conclusão de 7 Up e o peso de encerrar a franquia documental

Diretor vencedor do Oscar por Amy assumiu o comando da reta final da aclamada série britânica após mais de sessenta anos de exibição.

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O diretor Asif Kapadia em evento público
O cineasta Asif Kapadia dirigiu a conclusão da histórica série documental 7 Up. Crédito: Variety / PMC

O aclamado cineasta Asif Kapadia abriu o jogo sobre a experiência de assumir o comando da reta final de 7 Up, a pioneira e longeva série documental britânica que acompanhou a vida de um grupo de pessoas ao longo de mais de seis décadas. Conhecido por dirigir retratos marcantes como Senna, Diego Maradona e Amy (trabalho que lhe rendeu o Oscar de melhor documentário em 2016), o diretor participou de uma conversa no MIA Market, em Roma, para discutir o encerramento do projeto cuja última parte estreou no Reino Unido pela ITV.

Criada originalmente em 1964 com o especial 7 Up, a produção acompanhou inicialmente dez meninos e quatro meninas de sete anos de idade na Inglaterra, retornando para revisitá-los a cada sete anos para documentar transformações na infância, adolescência, vida adulta, carreiras, casamentos e perdas. A franquia, reconhecida como a série documental mais longa da história da televisão, foi conduzida quase integralmente por Michael Apted até o falecimento do diretor em 2021. Ao receber o convite para finalizar a obra, Kapadia destacou que encarou a oportunidade como a realização de um sonho de infância, relembrando os momentos em que assistia à exibição original ao lado dos pais e irmãos em Londres.

Durante a produção do capítulo final, o diretor precisou lidar com restrições típicas da televisão, operando com um orçamento enxuto e prazos curtos. Apesar das dificuldades técnicas, ele decidiu mergulhar no material de arquivo acumulado ao longo de décadas e incorporou não apenas os quinze personagens sobreviventes ao longo de 63 anos de registros, mas também o próprio Michael Apted como parte integrante da narrativa sobre o fazer cinematográfico. Para Kapadia, a oportunidade de fechar o ciclo de uma obra tão importante para a cultura britânica representou um privilégio raro e uma celebração profunda da trajetória humana.

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