Cinematógrafo de Homem de Ferro Explica Como Marvel e DC Devem Usar Inteligência Artificial

Matthew Libatique aponta que grandes estúdios podem adotar tecnologia para reduzir custos de efeitos visuais, mas descarta substituição de atores em blockbusters.

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Robert Downey Jr. em cena de Homem de Ferro 2
Robert Downey Jr. protagoniza Homem de Ferro, obra que ajudou a moldar o padrão visual do Universo Cinematográfico Marvel. Crédito: Marvel Studios

A discussão sobre o uso de inteligência artificial em produções de grande orçamento ganhou novos contornos após análises de profissionais da indústria. O cinematógrafo Matthew Libatique, responsável pela fotografia dos dois primeiros filmes do Homem de Ferro e de produções como Venom, abordou como estúdios como a Marvel Studios e a DC devem lidar com ferramentas geradas por computador nos próximos anos. Segundo o profissional, a necessidade de conter custos operacionais em blockbusters gigantescos inevitavelmente empurrará a tecnologia para o fluxo de trabalho de efeitos visuais.

Em declarações divulgadas pela Variety, Libatique destacou que filmes massivos consomem recursos financeiros absurdos, o que forçará os estúdios a adotarem soluções automatizadas para orçamentos e cenários digitais. O cinematógrafo comparou o cenário atual com o processo visual de 300, dirigido por Zack Snyder, que utilizou fundos verdes extensos e elementos computadorizados em massa. Contudo, o próprio profissional fez questão de ressaltar os limites éticos e artísticos da ferramenta, criticando a tentativa de destilar estilos visuais autorais em padrões genéricos de inteligência artificial.

Detalhe da armadura de Homem de Ferro 2
Efeitos visuais e cenários digitais exigem alto investimento nos blockbusters atuais. · Imagem: Marvel Studios

Apesar de enxergar aplicações voltadas para otimização de cenários e processos de pós-produção, Libatique descartou categoricamente a hipótese de atores principais serem substituídos por intérpretes sintéticos em papéis de destaque. Para ele, grandes franquias continuam investindo cifras milionárias em nomes consolidados porque o público reconhece o valor da entrega dramática real, algo que produtos gerados por inteligência artificial não conseguem replicar. A recepção fria a iniciativas passadas, como os créditos iniciais de Invasão Secreta produzidos com auxílio de IA, demonstra que a resistência do público permanece forte diante de escolhas puramente artificiais na tela grande.

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