De Lana Del Rey a TikTok: Roteiristas revelam fontes improváveis de inspiração

Em painel promovido pela Variety no Festival Internacional de Cinema de Santa Fe, nomes de destaque da indústria discutiram criatividade, referências pop e os bastidores de produções de sucesso.

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Roteiristas participantes do painel da Variety no Festival de Santa Fe
Painel reuniu roteiristas de destaque para discutir processos criativos. Crédito: Variety

A criatividade pode surgir nos lugares mais inesperados, e o processo de escrita para o cinema e a televisão muitas vezes depende tanto de clássicos literários quanto de referências da cultura pop contemporânea. Durante o Festival Internacional de Cinema de Santa Fe, a Variety reuniu roteiristas de destaque para discutir os bastidores de seus projetos recentes em um painel focado no trabalho criativo.

Entre os participantes, o roteirista e diretor Elliot Tuttle comentou sobre o hábito de incluir homenagens à cantora Lana Del Rey em seus trabalhos. Na produção de seu filme de estreia, o autor incorporou elementos e até versos de músicas da artista, detalhe que acabou sendo descoberto por fãs atentos nas redes sociais.

Outro destaque da conversa foi Zoe Kazan, responsável pela adaptação de Vidas Amargas para a Netflix. A roteirista compartilhou que manteve músicas de Olivia Rodrigo e do projeto Perfume Genius em repetição constante durante o processo de escrita para encontrar o tom emocional necessário para a narrativa. O resultado da série na plataforma incluiu marcas expressivas de audiência global e impacto direto no consumo da obra original literária.

As influências também passam por videoclipes e vivências pessoais. Aleshea Harris apontou produções visuais de artistas como Rihanna e Doechii como referências estéticas e narrativas na adaptação de sua peça para o cinema. Já a dupla Todd Bartels e Lou Howe utilizou imersões em locais específicos e memórias de empregos na juventude para estruturar a origem do chef Anthony Bourdain na produção Tony.

O painel reforçou que a busca por repertório criativo não precisa se limitar a cânones tradicionais da literatura. Conforme pontuou a roteirista Kelly O’Sullivan, a inspiração pode vir de qualquer lugar, desde clássicos do suspense cinematográfico até conteúdos encontrados em plataformas digitais, expandindo as possibilidades para novos criadores na indústria audiovisual.

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