Festival de Tessalônica inicia 67ª edição com 258 filmes e forte apelo social
O diretor artístico Orestis Andreadakis destacou o papel do evento grego diante de tensões globais e confirmou exibições de grandes nomes do cinema internacional.
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A 67ª edição do Festival Internacional de Cinema de Tessalônica deu início oficial às suas atividades em novembro de 2026, consolidando o evento como um dos principais pontos de encontro para a indústria audiovisual na Europa Oriental e no Mediterrâneo. Com uma seleção robusta que inclui 258 filmes distribuídos em várias mostras competitivas e paralelas, o festival grego busca posicionar a sétima arte como um espaço de diálogo direto contra crises geopolíticas e sociais contemporâneas que afetam o cenário global.
Durante a abertura oficial, o diretor artístico Orestis Andreadakis pontuou que a curadoria deste ano reflete as instabilidades do mundo moderno, incorporando obras que abordam conflitos armados, polarização política e os impactos gerados pelas transformações tecnológicas. Segundo o gestor, o objetivo central é utilizar a experiência coletiva das salas de exibição para fomentar o pensamento crítico e oferecer resistência cultural consistente em tempos de incerteza generalizada.
Este ano, o festival acontece durante um dos períodos mais difíceis e voláteis para a humanidade. Esperamos que, através dos filmes, possamos oferecer um pouco de esperança, aliviar a dor e resistir ao horror e à polarização. Orestis Andreadakis
A programação de destaque é inaugurada pelo aclamado drama Minotaur, dirigido por Andrey Zvyagintsev. A produção, que conquistou o Grande Prêmio em Cannes e representará a França na disputa pelo Oscar de melhor filme internacional, retrata tensões e dinâmicas complexas em solo russo. Outro ponto alto da agenda é a exibição de encerramento marcada para o dia 15 de novembro de 2026 com o longa Woman Unknown, dirigido por May el-Toukhy e estrelado por talentos premiados no circuito de Veneza.
Além das exibições competitivas tradicionais, o evento presta homenagens fundamentais a nomes consolidados do cinema autoral contemporâneo. O cineasta turco Emin Alper recebe uma retrospectiva especial de sua carreira, enquanto o diretor alemão Fatih Akin apresenta o seu trabalho mais recente, Ghost Song, que teve passagem de destaque pelo Festival de San Sebastián. O mercado cinematográfico associado ao evento, conhecido como Agora, também amplia suas iniciativas para fortalecer conexões de coprodução entre realizadores gregos, europeus e o restante do mercado internacional.
O evento também reserva espaço expressivo para a produção local, contando com dezenas de longas e curtas-metragens que representam a força criativa da Grécia no circuito atual. Para os organizadores, a longevidade do festival após superar os desafios da última década reforça a importância de manter o espaço como um polo vital para novas descobertas artísticas, unindo diretores consagrados e novas vozes do cinema independente mundial até o encerramento das atividades em novembro de 2026.
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