Festival de Tóquio Destaca Dramas Familiares em Sua Programação Asiática
O programador Ishizaka Kenji aponta que a volatilidade geopolítica molda a busca dos cineastas por narrativas íntimas e laços fraternos.
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Os dramas familiares e os laços entre irmãos dominam a seleção asiática do Festival Internacional de Cinema de Tóquio deste ano. Segundo o programador Ishizaka Kenji, que atua na curadoria do festival desde 2007, a guinada reflete uma urgência compartilhada por cineastas em reexaminar a menor unidade fundamental da sociedade em meio ao cenário de instabilidade geopolítica atual.
Em entrevista à Variety, Ishizaka detalhou como a transição do filme físico para o formato digital transformou profundamente a estética do cinema asiático nas últimas décadas. Com o fim da necessidade de recarregar rolos de película, diretores passaram a adotar planos sequência longos e o estilo conhecido como slow cinema, abrindo espaço para o protagonismo de autores de países como Tailândia e Filipinas em grandes premiações europeias durante a década de 2010.
A edição atual destaca a mostra competitiva Asian Future, voltada para novos talentos da região, reunindo produções de territórios como Filipinas, Coreia do Sul, Índia, Cazaquistão, Indonésia e Japão. O programador também ressalta o fenômeno do cinema maindie nas Filipinas, onde estrelas comerciais colaboram ativamente com projetos independentes de roteiros originais, além do surgimento de novas perspectivas estéticas vindas de regiões autônomas da China sob a influência de nomes pioneiros como o falecido Pema Tseden.
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