Investimento em Conteúdo na Itália Cai 7,4% em 2025 Devido à Incerteza nos Créditos Fiscais

Relatório divulgado pela associação APA durante o mercado MIA aponta recuo para dois bilhões de euros e destaca impacto no setor roteirizado.

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Cena da série O Monstro de Florença
A série O Monstro de Florença foi um dos grandes destaques do streaming na Itália em 2025. Crédito: Netflix

O investimento na produção de conteúdo para o cinema, a televisão e o streaming na Itália registrou uma queda de 7,4% em 2025, totalizando dois bilhões de euros (cerca de 2,24 bilhões de dólares) em comparação com o ano anterior. O dado foi divulgado em outubro de 2026 pela associação de produtores de TV da Itália, APA, durante a realização do mercado MIA em Roma, evento dedicado a séries internacionais, animações, longas-metragens e documentários.

De acordo com o levantamento, o setor de produções roteirizadas foi o mais afetado pela instabilidade gerada pelas modificações regulamentares e pela lentidão do governo italiano na reformulação dos incentivos fiscais para o mercado doméstico. Enquanto os incentivos voltados a produções internacionais permaneceram inalterados, a indefinição financeira prejudicou o planejamento das empresas locais, com maior peso sobre as companhias de pequeno porte.

Apesar da retração geral nos títulos roteirizados, o relatório apontou que o conteúdo sem roteiro continua sendo a base da programação televisiva no país, contabilizando mais de 17 mil horas de produções originais e inéditas no último ano. Na esfera do streaming, a oferta desse tipo de conteúdo cresceu 51% em número de títulos. No segmento de ficção, produções de destaque como o drama prisional O Mar Além e a série de true crime O Monstro de Florença, dirigida por Stefano Sollima e lançada no Festival de Veneza de 2025, mantiveram relevância com bons números de audiência global e local.

O mercado de mídia na Itália também acompanha a tendência global de transição da televisão linear para as plataformas digitais. O segmento de streaming, que representava 21% do mercado em 2020, alcançou 43% de participação e caminha para superar o valor da TV tradicional a curto e médio prazo, acompanhando o surgimento de novos formatos como os microdramas.

Comunidade PopCo

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