Paul Mescal e Daisy Edgar-Jones assinam carta em apoio a Sally Rooney após banimento de livros no Reino Unido

Atores de Pessoas Normais e outros nomes da cultura se posicionam contra a proibição das obras da autora britânica.

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Paul Mescal e Daisy Edgar-Jones
Paul Mescal e Daisy Edgar-Jones apoiam a autora Sally Rooney. Crédito: Variety

Paul Mescal e Daisy Edgar-Jones uniram forças novamente, desta vez fora das telas, para apoiar a autora Sally Rooney. A dupla, que alcançou fama mundial com a adaptação televisiva de Pessoas Normais, assinou uma carta aberta direcionada ao governo do Reino Unido criticando a proibição das obras da escritora no país. A medida foi tomada porque Rooney apoia o Palestine Action, grupo pró-palestino classificado pelas autoridades britânicas como uma organização terrorista, tendo declarado anteriormente a intenção de usar seus royalties para apoiar a causa.

A controvérsia escalou quando a própria autora revelou que os esforços para publicar seu trabalho no Reino Unido agora poderiam constituir uma infração penal grave. Como consequência, a editora Faber na região informou que não pode repassar os ganhos de vendas para a escritora e optou por retirar os livros das prateleiras britânicas. Títulos de sucesso como Conversas com Amigos e o romance mais recente Intermezzo foram afetados pela decisão.

Publicada originalmente no periódico New Statesmen e encabeçada por assinaturas de peso, a carta afirma categoricamente que Sally Rooney é uma escritora e não uma terrorista, exigindo que seus livros voltem a estar disponíveis ao público. O texto argumenta que a retirada das obras, baseada em legislações antiterrorismo descritas como draconianas, representa um ataque direto aos princípios fundamentais de liberdade de expressão no país.

Além de Mescal e Edgar-Jones, o manifesto conta com o apoio de personalidades como o diretor Lenny Abrahamson, a atriz Jessie Buckley, o cineasta Jonathan Glazer, o escritor Irvine Welsh e os atores Susan Sarandon e Tilda Swinton. A repercussão do caso evidencia o impacto direto que restrições legais e políticas podem gerar no mercado editorial e na circulação de obras literárias de alcance internacional.

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