Quatro trilogias de ficção científica que superam as expectativas e terminam no ápice

Enquanto muitas franquias perdem força ao longo do tempo, algumas obras conseguem o feito raro de entregar um desfecho superior aos filmes anteriores.

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Cenas de trilogias de ficção científica no cinema
Franquias de sucesso que conseguiram entregar desfechos superiores aos filmes originais. Crédito: Divulgação / Reprodução

Manter a consistência ao longo de três longas-metragens é um dos maiores desafios do cinema de grande alcance. Enquanto várias franquias de sucesso iniciam com força total e sofrem desgaste criativo nas sequências seguintes, um grupo restrito de obras consegue seguir o caminho inverso. A chave para esse êxito costuma residir na escalada da narrativa, expandindo apostas e aprofundando os personagens até o limite.

Um dos exemplos mais notáveis dessa curva ascendente aconteceu com a trilogia do reboot moderno de Planeta dos Macacos iniciada em 2011. Sob a direção de Matt Reeves e com a atuação marcante de Andy Serkis no papel de César, a franquia evoluiu de forma gradual até alcançar seu ápice dramático e técnico em Guerra para o Planeta dos Macacos, lançado em 2017. O longa consolidou a maturidade da saga ao focar na gravidade dos conflitos e na carga emocional do protagonista.

Outro caso de destaque no universo dos quadrinhos no cinema é a jornada solo de Wolverine interpretada por Hugh Jackman. Após tropeços iniciais, a Fox encontrou o tom definitivo com Logan em 2017, sob a direção de James Mangold. O filme apostou em uma abordagem madura e realista, mostrando um herói envelhecido e lidando com as marcas do tempo, o que rendeu não apenas o melhor capítulo da trilogia particular do personagem, mas também um dos pontos mais altos adaptados das HQs.

Hugh Jackman em Logan
O filme Logan marcou a despedida definitiva de Hugh Jackman do papel principal. · Imagem: 20th Century Studios / Divulgação

No terreno dos blockbusters de super-heróis, a Marvel Studios também experimentou essa dinâmica com o encerramento da trilogia do Homem de Ferro em 2013. Dirigido por Shane Black, Homem de Ferro 3 optou por desconstruir Tony Stark após os eventos de Os Vingadores, priorizando a engenhosidade do protagonista sem a armadura constante. A escolha narrativa reforçou a essência de que o herói reside em quem veste o traje, consolidando a atuação mais pessoal de Robert Downey Jr. no Universo Cinematográfico Marvel.

Por fim, o cinema fantástico japonês também guarda um expoente clássico com a trilogia de Gamera na década de 1990, iniciada por Shusuke Kaneko em 1995. O terceiro filme da fase, Gamera 3: A Vingança de Iris, subverteu as convenções do gênero kaiju ao retratar a destruição urbana com um realismo implacável e efeitos práticos impressionantes. Cada uma dessas franquias prova que é possível superar o início estrondoso e cravar na memória do público um desfecho formidável.

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