Quentin Tarantino sentiu que decepcionou Brad Pitt ao recusar direção de sequência

Cineasta explicou que ficou mal por não assumir o comando do derivado de Era Uma Vez em Hollywood, projeto que acabou ficando nas mãos de David Fincher.

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Brad Pitt em cena de Era Uma Vez em Hollywood
Brad Pitt como Cliff Booth em Era Uma Vez em Hollywood Crédito: Sony Pictures

O aclamado cineasta Quentin Tarantino revelou recentemente que o ator Brad Pitt esteve no centro de suas preocupações ao decidir que não dirigiria a continuação de Era Uma Vez em Hollywood. Enquanto escrevia o roteiro que deu origem ao projeto de The Further Mis-Adventures of Cliff Booth, o realizador percebeu que precisava se afastar da cadeira de direção para cumprir rigorosamente sua meta de encerrar a carreira cinematográfica após o décimo longa-metragem.

Em entrevista concedida à revista Empire, Tarantino detalhou o peso emocional dessa decisão nos bastidores de Hollywood. O ator foi a principal preocupação do roteirista quando a recusa se tornou definitiva, já que a estrela havia conquistado o Oscar de melhor ator coadjuvante pelo papel do marcante dublê em 2019 e manifestou enorme interesse em continuar explorando a persona de Cliff Booth nas telas.

Pitt foi o único que eu senti que estava realmente decepcionando quando não fiz o filme. Eu me senti mal com isso.

Quentin Tarantino

A grande reviravolta que viabilizou o filme veio quando David Fincher demonstrou interesse em assumir o projeto para a Netflix, com estreia comercial em IMAX planejada para 25 de novembro de 2026. Tarantino confessou ter ficado totalmente surpreso e extremamente empolgado com a possibilidade de entregar seu texto a um cineasta do calibre de Fincher, fortalecendo ainda mais uma rede de parcerias criativas de prestígio na indústria.

A escolha de David Fincher traz um peso histórico significativo para os fãs de cinema, considerando que o diretor trabalhou anteriormente com Brad Pitt em obras-primas cultuadas como Seven: Os Sete Crimes Capitais, Clube da Luta e O Curioso Caso de Benjamin Button. Tarantino admitiu que tentou medir cada palavra nas conversas iniciais para não estragar a oportunidade de ver um diretor desse gabarito adaptando seu material escrito.

Enquanto o longa original lançado em 1969 acompanhava a rotina e os dilemas de atores e dublês nos bastidores da indústria cinematográfica californiana, a nova trama avança consideravelmente no tempo até 1977. Na nova fase narrativa, Cliff Booth atua firmemente como um fixador de estúdios em Hollywood, contando com o profundo conhecimento do próprio intérprete sobre as nuances do personagem durante as filmagens para moldar os rumos da história.

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