Stephen Chow aconselhou cineastas japoneses a abandonarem imitações de kung fu, revela fundador da K2 Pictures

Durante painel no Taiwan Creative Content Fest em Taipei, Kii Muneyuki relembrou conselhos do astro de Hong Kong e detalhou os planos de expansão internacional de seu fundo cinematográfico.

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Kii Muneyuki durante painel no Taiwan Creative Content Fest em Taipei
Kii Muneyuki discutiu o futuro do cinema japonês no festival TCCF. Crédito: Variety

O cineasta e ator Stephen Chow recomendou que a indústria cinematográfica do Japão deixe de imitar produções de kung fu e passe a construir longas de ação baseados em suas próprias artes marciais tradicionais. A declaração foi revelada por Kii Muneyuki, fundador da K2 Pictures, durante participação no Taiwan Creative Content Fest, realizado em Taipei em novembro de 2026.

Segundo Kii, que relatou ter compartilhado momentos de descontração com Chow em Tóquio, o astro de Hong Kong foi direto ao apontar o potencial cultural do país vizinho. "Você tem karatê, judô, jiu-jitsu e kendô. Essa é a cultura japonesa. Só vocês podem transformar isso em filmes de ação, então devem ser os únicos a fazerem. Parem de imitar o kung fu", teria afirmado Chow na ocasião.

O produtor destacou que concorda plenamente com a visão e citou produções recentes como a série Sanctuary, da Netflix, focada no universo do sumô, como exemplos bem-sucedidos de obras que exploram elementos culturais exclusivos do Japão. Durante o evento no festival taiwanês, Kii também discutiu a trajetória de seu fundo de investimentos K2P Film Fund I, responsável por apoiar títulos como a adaptação em live-action de Look Back, obra baseada no mangá de Tatsuki Fujimoto com direção de Kore-eda Hirokazu.

O fundo encerrou uma rodada de capital de 33 milhões de dólares em fevereiro e avalia reabrir a captação diante do interesse de novas empresas, planejando atingir um montante total de 100 milhões de dólares em financiamentos combinados com empréstimos para viabilizar cerca de cinquenta produções ao longo de sete anos. A estratégia da K2 Pictures busca romper com o tradicional comitê de produção japonês, que frequentemente prioriza apenas o mercado doméstico e limita a participação internacional nos lucros.

Outro projeto em destaque apresentado pelo executivo é o noir ambientado em Fukushima provisoriamente chamado de The Nuke Crab, dirigido por Nagata Koto. Com locações e lançamento planejados para o próximo ano, a obra aborda temas considerados tabus pela mídia tradicional japonesa ao examinar o fluxo financeiro gerado durante a limpeza radioativa da região de Tohoku após o desastre nuclear.

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