Tenzing: Diretor detalha os desafios extremos e o realismo das filmagens nas montanhas

Jennifer Peedom explica como a produção evitou telas verdes e buscou locações reais nos Alpes Neo-Zelandeses para contar a história do lendário escalador do Everest.

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Cena de Tenzing mostrando os escaladores na neve
Tom Hiddleston e Genden Phuntsok estrelam o drama biográfico sobre a conquista do Everest. Crédito: Skydance / Divulgação

A diretora Jennifer Peedom abriu o jogo sobre os bastidores e as escolhas cruciais por trás de Tenzing, longa que revisita a histórica conquista do Monte Everest em 1953. Com roteiro assinado por Luke Davies, o projeto coloca o escalador do Himalaia Tenzing Norgay, interpretado por Genden Phuntsok, no centro de sua própria jornada, dividindo os holofotes com o montanhista neozelandês Edmund Hillary, vivido por Tom Hiddleston.

Diferente de produções tradicionais de Hollywood que apostam em efeitos digitais, Peedom tomou a decisão firme de gravar as sequências de escalada em montanhas reais. A equipe enfrentou as condições severas do inverno nos Alpes da Nova Zelândia, utilizando locações acessíveis apenas por helicóptero para simular o perigoso Khumbu Icefall e o cume do Everest. A autenticidade também guiou a preparação do elenco, com Phuntsok imerso na cultura Sherpa e Hiddleston caminhando e construindo laços com o neto de Hillary, Alexander.

Para a diretora, que possui décadas de experiência documentando a região, o filme corrige um viés histórico que frequentemente reduzia Tenzing ao papel secundário de guia. Ao retratar a dupla como igualitária, a narrativa busca destacar o respeito mútuo necessário para enfrentar os perigos extremos da montanha.

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