Tokyo Revengers voltou ao Disney+, e estes 4 títulos são perfeitos para quem gosta de brincar com o tempo:
A terceira temporada do anime finalmente chegou ao streaming com o Arco da Guerra dos Três Titãs e reacende um tipo de história que sempre funciona: personagens tentando consertar o presente mexendo justamente onde não deveriam, o passado
5 min de leitura
Depois de uma espera considerável, Takemichi Hanagaki está de volta. A terceira temporada de Tokyo Revengers já começou a chegar ao Disney+ e abre uma nova fase para o protagonista, que continua preso naquela situação que parece simples quando escrita e absolutamente impossível quando vivida: voltar ao passado, mudar acontecimentos específicos e torcer para que o futuro não fique ainda pior.
Os novos episódios adaptam o chamado Arco da Guerra dos Três Titãs, colocando Takemichi no meio de uma disputa muito maior pelo controle do submundo. A premissa continua sendo o coração da série: depois de descobrir que Hinata Tachibana foi assassinada, Takemichi percebe que consegue retornar 12 anos no tempo e passa a usar essa habilidade na tentativa de impedir tragédias que parecem insistir em acontecer. Só que, quanto mais ele altera o passado, mais complicado fica entender quais consequências estão esperando por ele no presente.
A temporada recebe novos episódios às sextas-feiras no Disney+. E como uma semana pode ser tempo demais quando você termina um episódio querendo imediatamente o próximo, separamos outras quatro produções disponíveis na plataforma que também transformam viagem no tempo em combustível para ação, mistério ou caos.
1. Vingadores: Ultimato
Talvez nenhuma viagem temporal recente tenha sido tão gigantesca quanto a de Vingadores: Ultimato. Depois de Thanos eliminar metade da vida do universo, os Vingadores restantes encontram uma possibilidade improvável de corrigir aquilo que parecia irreversível: visitar diferentes momentos do passado e reunir novamente as Joias do Infinito.
O interessante é que o filme não usa viagem no tempo apenas como desculpa para revisitar momentos famosos do MCU. Cada parada também funciona como despedida, reencontro ou acerto de contas para personagens que acompanhamos durante mais de uma década. Tony Stark encontra seu pai. Steve Rogers observa Peggy Carter. Thor reencontra a própria mãe. É nostalgia, mas com consequência.
E o filme voltou a ganhar relevância em 2026 com Vingadores: Ultimato Encore, relançamento nos cinemas que inclui material adicional e serve como aquecimento para Vingadores: Doomsday, marcado para dezembro.
2. Loki
Se Ultimato abriu uma pequena porta para a bagunça temporal, Loki arrancou a porta, desmontou a parede e perguntou quem decidiu que precisava existir uma linha do tempo para começo de conversa.
A série começa justamente por causa dos acontecimentos de Ultimato. Durante a viagem dos Vingadores a 2012, Loki consegue escapar com o Tesseract e cria uma ramificação temporal que chama a atenção da Autoridade de Variância Temporal. O que parecia inicialmente uma aventura sobre versões alternativas do Deus da Trapaça rapidamente cresce para algo muito maior.
Ao longo de duas temporadas, Loki transforma linhas temporais, variantes e o Multiverso em questões quase existenciais. Quem decide qual realidade merece continuar existindo? Uma versão diferente da mesma pessoa continua sendo aquela pessoa? E existe livre-arbítrio se alguém pode simplesmente apagar sua história?
Além de funcionar muito bem sozinha, a série acabou se tornando uma das peças mais importantes para entender a fase multiversal do MCU.
3. Mao
Para quem quer continuar no anime, mas trocar gangues de rua por forças sobrenaturais, Mao é provavelmente a opção mais próxima da sensação de descobrir um novo mundo junto com o protagonista.
Baseada no mangá de Rumiko Takahashi, criadora de Inuyasha e Ranma ½, a história acompanha Nanoka Kiba, uma jovem que sobreviveu a um acidente aparentemente impossível e anos depois acaba transportada para o Japão do início do século XX.
É nesse passado que ela encontra Mao, um misterioso jovem ligado a forças sobrenaturais que parecem ter relação direta com aquilo que aconteceu com Nanoka anos antes. O encontro inicia uma investigação envolvendo maldições, criaturas e segredos atravessando diferentes épocas.
Se Tokyo Revengers usa a viagem temporal para tentar impedir tragédias, Mao utiliza o passado quase como uma cena de crime gigantesca que precisa ser compreendida.
4. Déjà Vu
E fechamos com uma viagem no tempo que começa muito menos heroica e muito mais paranoica.
Em Déjà Vu, Denzel Washington interpreta Doug Carlin, agente federal envolvido na investigação de um atentado terrorista. Durante o caso, ele descobre uma tecnologia governamental capaz de observar eventos ocorridos no passado.
Naturalmente, alguém eventualmente faz a pergunta que sempre destrói qualquer história envolvendo viagem temporal: se conseguimos olhar para trás, por que não tentar mudar aquilo que aconteceu?
Dirigido por Tony Scott, o filme mistura investigação policial, ficção científica e ação enquanto vai transformando uma ferramenta de vigilância em uma possibilidade real de interferir no passado. E quanto mais Doug se envolve, menos a missão parece ser apenas solucionar um crime.
Quando mexer no tempo nunca resolve somente um problema
É curioso como essas histórias começam de maneiras completamente diferentes e acabam chegando ao mesmo ponto. Takemichi quer salvar Hinata. Os Vingadores querem recuperar aquilo que perderam. Loki tenta entender se seu destino pertence realmente a ele. Nanoka procura respostas no passado. Doug Carlin percebe uma possibilidade de impedir uma tragédia.
Todos começam querendo mudar uma coisa.
E esse talvez seja justamente o motivo pelo qual histórias de viagem no tempo continuam tão divertidas: o tempo nunca aceita mudar apenas uma coisa.
A terceira temporada de Tokyo Revengers já está disponível no Disney+, com novos episódios chegando às sextas-feiras.
Comunidade PopCo
Comentários (0)
Entre na conversa. Seu comentário aparece na hora e pode ser respondido por outros leitores.
Entre para comentar.
Use a mesma conta das avaliações do PopCômetro.