Diretora de Barbara Forever detalha os desafios de celebrar a cineasta Barbara Hammer
Em entrevista, Brydie O’Connor discute a jornada para levar a obra da pioneira do cinema queer às telas com apoio de Christine Vachon e Kristen Stewart.
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Celebrar figuras fundamentais da contracultura nem sempre é uma tarefa simples no mercado audiovisual contemporâneo. No centro dessa discussão está Barbara Forever, documentário dirigido por Brydie O’Connor que resgata a trajetória da artista e cineasta Barbara Hammer. Em entrevista recente, a diretora abriu o jogo sobre os percalços enfrentados para viabilizar o projeto e dar visibilidade a uma verdadeira pioneira do cinema experimental queer.
Hammer, que faleceu em 2019, produziu mais de oitenta filmes ao longo de sua vida e construiu um legado marcante, mas ainda pouco reconhecido pelo grande público. Segundo O’Connor, convencer investidores de que a história de uma artista independente dialogava com a atualidade exigiu persistência. A produção conta com copropriedade da A Space Time Films e da Killer Films, além do suporte de nomes de peso da indústria como a produtora Christine Vachon e a atriz Kristen Stewart.
Para a diretora, a abordagem precursora de Hammer ao documentar a própria vida com câmeras se assemelha às dinâmicas digitais de criadores de conteúdo atuais. O arquivo pessoal da cineasta, composto por mais de cem caixas de materiais vendidos para a Universidade Yale, serviu como base para examinar como uma mulher queer navegou e desafiou as estruturas de sua época. Após passagens por eventos como o Festival de Sundance, a Berlinale e o Festival Internacional de Documentários de Ji.hlava, o longa amplia o alcance de uma artista que lutou para registrar sua própria existência e abrir portas para as próximas gerações.
Comunidade PopCo
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