Quase todo mês surge um novo Batman “confirmado” na internet. Alan Ritchson, Jensen Ackles, Brandon Sklenar, Glen Powell e praticamente qualquer ator alto com maxilar bem definido já passou pelo fancast. Só existe um pequeno problema: a DC Studios ainda não escalou ninguém.
James Gunn voltou a reforçar que o Batman de The Brave and the Bold permanece sem intérprete definido. Isso combina com uma regra que o cineasta vem repetindo desde que assumiu a DC Studios: nenhum filme deve receber sinal verde apenas porque existe um espaço reservado no calendário. Para Gunn, primeiro precisa existir um roteiro que realmente funcione; só depois começam decisões maiores de produção e elenco.
O projeto também já não é exatamente o mesmo apresentado quando o novo DCU foi anunciado. Originalmente, The Brave and the Bold foi descrito como a introdução de Bruce Wayne e Damian Wayne ao universo compartilhado, explorando uma relação bastante particular entre Batman e o filho criado pela Liga dos Assassinos. Desde então, Gunn reconheceu que o desenvolvimento sofreu mudanças e que a história continua sendo trabalhada, o que ajuda a explicar por que qualquer conversa sobre escalação definitiva ainda é prematura.
Isso coloca o filme numa posição curiosa. Enquanto Superman e Supergirl já definiram parte importante do novo universo, Batman permanece como uma peça guardada para depois. Ao mesmo tempo, Matt Reeves continua desenvolvendo seu próprio universo separado com Robert Pattinson, o que significa que a DC eventualmente terá dois Homens-Morcego diferentes funcionando nos cinemas.
Existe uma ansiedade natural para descobrir quem vestirá o traje no DCU. Mas talvez Gunn esteja certo em resistir à tentação de escalar primeiro e descobrir a história depois. Batman já sobreviveu a inúmeras versões, reinícios e atores. O desafio desta vez não é simplesmente encontrar mais um Bruce Wayne bonito e traumatizado. É encontrar uma razão para esse Batman existir ao lado de todos os outros.