Durante anos, perguntar quem interpretaria os X-Men no MCU era praticamente pedir para começar uma guerra de fancasts. Agora não precisamos mais imaginar boa parte da equipe.
Na D23 de 2026, a Marvel confirmou Sadie Sink como Jean Grey, Kit Connor como Ciclope, Maya Boyd como Tempestade, Inde Navarrette como Vampira, Samara Weaving como Emma Frost e Christopher Abbott como Professor Xavier. Adam Driver completa o núcleo anunciado como Senhor Sinistro, antagonista do filme dirigido por Jake Schreier e marcado para 5 de maio de 2028.
Já existe, portanto, uma equipe praticamente inteira escondida dentro desse anúncio. A questão agora não é simplesmente quem está escalado, mas que tipo de X-Men essa combinação cria.
7. Professor Xavier – Christopher Abbott
Ele talvez não entre em campo toda vez que a equipe precisar enfrentar Sentinelas, mas qualquer primeira geração de X-Men começa inevitavelmente com Charles Xavier.
A escolha de Christopher Abbott é interessante justamente por fugir daquela imagem tradicional de um Xavier mais velho e quase paternal. Um Charles relativamente jovem permite mostrar alguém que ainda está construindo sua filosofia, sua escola e a própria ideia de convivência entre humanos e mutantes.
Isso também abre espaço para erros.
E Xavier funciona melhor quando lembramos que, por trás do discurso inspirador, existe um homem extremamente poderoso que nem sempre toma as decisões mais éticas do mundo.
6. Emma Frost – Samara Weaving
Colocar Emma na primeira geração já diz muito sobre como a Marvel pode diferenciar sua adaptação das anteriores.
Emma Frost começou como antagonista dos X-Men, tornou-se uma de suas maiores integrantes e frequentemente funciona como contraponto perfeito a Xavier. Ela acredita na sobrevivência dos mutantes, mas não possui a mesma necessidade de parecer moralmente perfeita enquanto busca isso.
Samara Weaving foi confirmada para o papel antes da revelação completa da D23.
Se a Marvel realmente colocar Emma dentro da equipe desde cedo, teremos alguém capaz de questionar Charles antes mesmo de Magneto precisar entrar na sala.
5. Vampira – Inde Navarrette
Vampira é praticamente construída para uma história sobre descoberta.
Seu poder torna contato físico perigoso. Ela absorve memórias, habilidades e, dependendo da duração, praticamente a própria identidade de outra pessoa. Isso faz de qualquer relação humana uma complicação antes mesmo de começarmos a falar de super-heróis.
Inde Navarrette pode trazer uma Vampira muito diferente daquela vista originalmente com Anna Paquin, especialmente se a Marvel abraçar a energia, personalidade e força física que a personagem ganhou nos quadrinhos.
E existe uma vantagem enorme: ela não precisa começar sabendo controlar tudo.
4. Tempestade – Maya Boyd
Talvez nenhuma integrante do novo elenco carregue uma responsabilidade tão específica quanto Maya Boyd.
Ororo Munroe foi tratada durante muito tempo no cinema como “a mulher que controla o clima”, quando nos quadrinhos é líder, rainha, estrategista, símbolo político e uma das mutantes mais poderosas da Terra.
Boyd já começou a demonstrar que está mergulhando no material da personagem, incluindo leituras focadas em diferentes fases de Tempestade.
Se a Marvel realmente fizer justiça a Ororo, ela não deveria apenas participar da equipe. Eventualmente deveria estar preparada para liderá-la.
3. Jean Grey – Sadie Sink
A Marvel tomou uma decisão ótima apresentando Jean antes dos próprios X-Men.
Sadie Sink estreou como a personagem em Homem-Aranha: Um Novo Dia e agora chega ao reboot já carregando uma história que começou fora da Mansão X.
Isso evita aquele problema de apresentar sete pessoas ao mesmo tempo e esperar que o público crie imediatamente conexão com todas elas.
E, por favor, não transforme Jean na Fênix no segundo filme.
Deixem ela ser Jean primeiro.
2. Ciclope – Kit Connor
Talvez esse seja o personagem que mais precise de uma segunda chance no cinema.
Scott Summers passou boa parte da franquia anterior existindo como obstáculo romântico entre Jean e Wolverine. Isso é quase criminoso considerando o personagem dos quadrinhos.
Ciclope é estrategista, líder, alguém incapaz de desligar completamente o próprio poder e um homem que carrega a responsabilidade da equipe como se cada morte fosse culpa pessoal.
Kit Connor possui idade suficiente para permitir que vejamos Scott se tornar esse líder em vez de conhecê-lo pronto.
Sua escalação como Ciclope agora faz parte oficialmente da formação anunciada pela Marvel.
1. Fera – a peça que ainda está faltando
E aqui chegamos ao único integrante desta lista que ainda não possui escalação oficial.
Se eu pudesse escolher uma pessoa para completar esse primeiro núcleo, seria Hank McCoy.
Fera representa algo que essa formação ainda não possui completamente: o lado científico dos X-Men. Hank pode conversar com Reed Richards, Bruce Banner e outros grandes cérebros do MCU enquanto simultaneamente vive uma das contradições mais interessantes da franquia.
Ele é um intelectual brilhante dentro de um corpo que o mundo imediatamente enxerga como monstruoso.
Também possui ligação histórica com a formação original dos X-Men e abre caminhos políticos extremamente interessantes quando suas opiniões começam a divergir das de Scott, Charles e outros membros.
Rumores anteriores chegaram a associar atores ao personagem, mas nenhuma escalação de Fera apareceu no anúncio oficial da D23. A Marvel confirmou seis heróis e Senhor Sinistro, deixando Hank fora da primeira leva anunciada.
Talvez ele esteja guardado. Talvez nem faça parte deste filme.
Mas olhando para Jean, Scott, Ororo, Vampira, Emma e Xavier, existe uma sensação interessante: essa formação já parece menos uma tentativa de reproduzir os antigos filmes e mais o começo de alguma coisa própria.
E talvez esse seja o maior acerto possível.
Depois de décadas vendo Wolverine ocupar o centro de praticamente todas as fotografias, a Marvel possui a oportunidade de provar que os X-Men sempre foram muito maiores do que um único homem com garras.