Existem duas Guerras Secretas gigantescas nos quadrinhos. Uma nasceu em 1984, outra foi publicada em 2015. Então qual delas a Marvel vai adaptar? Segundo Kevin Feige, nenhuma exatamente.

Em um texto escrito para uma nova edição da saga de Jonathan Hickman e Esad Ribić, o presidente da Marvel Studios explicou que o filme utilizará ideias retiradas de diferentes períodos da história da editora para construir uma trama inédita. Em vez de tentar reproduzir painel por painel uma única HQ, Vingadores: Guerras Secretas vai tratar todo o catálogo Marvel como uma enorme caixa de peças.

E isso inclui o cinema

Créditos da imagem: Marvel Studios

Essa abordagem faz ainda mais sentido porque o MCU possui uma vantagem que os quadrinhos de 1984 simplesmente não tinham: décadas de histórias cinematográficas que agora também fazem parte de seu passado. Temos o universo dos X-Men da Fox. Os três Homens-Aranha. O Quarteto Fantástico. Personagens que começaram em filmes de outros estúdios e agora podem literalmente dividir a mesma tela. Feige prometeu que o filme terá momentos que fãs “sempre sonharam” em ver, sem revelar quais.

A versão de 2015 permanece uma inspiração especialmente forte porque coloca Doutor Destino no centro do fim do Multiverso e transforma os restos de diferentes realidades em Battleworld. Mas isso não significa que o MCU precisará repetir exatamente quem vive, quem morre ou como aquele mundo nasce. Talvez essa seja justamente a maneira certa de adaptar Guerras Secretas.

O filme não precisa fingir que esses personagens existem apenas nos quadrinhos. Depois de 20 anos de MCU e quase três décadas de adaptações modernas da Marvel, o cinema agora também virou parte do material que pode ser adaptado.