Colateral: Suspense neo-noir com Tom Cruise e Jamie Foxx se despede do streaming nos EUA em novembro

Dirigido por Michael Mann e lembrado por uma das raras atuações de Tom Cruise como vilão impiedoso, clássico de 2004 tem saída marcada do catálogo da Peacock.

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Tom Cruise e Jamie Foxx estrelam Colateral, marco neo-noir de Michael Mann lançado em 2004 Crédito: DreamWorks Pictures

Um dos papéis mais marcantes e atípicos da carreira de Tom Cruise está prestes a mudar de endereço nas plataformas digitais internacionais. O suspense neo-noir Colateral (2004), comandado pelo diretor Michael Mann, deixará o catálogo da Peacock nos Estados Unidos no dia 1º de novembro de 2026. A rotação de catálogo é comum nas grandes plataformas norte-americanas, mas chama a atenção por se tratar de uma das obras mais influentes do cinema de ação e suspense dos anos 2000.

Na trama ambientada nas ruas noturnas de Los Angeles, Tom Cruise vive Vincent, um assassino de aluguel frio e metódico que sequestra o táxi conduzido por Max, interpretado por Jamie Foxx. Ao longo de uma única madrugada caótica, o motorista é forçado a conduzir o criminoso em uma sequência implacável de execuções. A produção contou ainda com atuações de Jada Pinkett Smith e Mark Ruffalo, além de uma clássica aparição rápida de Jason Statham nos momentos iniciais, lembrada com entusiasmo pelos fãs de ação.

Tom Cruise caracterizado como o assassino de aluguel Vincent no filme Colateral
Vincent, vivido por Tom Cruise, consolidou-se como um dos vilões mais calculistas do cinema moderno · Imagem: DreamWorks Pictures

Reconhecido pelo estilo visual arrojado, Colateral se consagrou na época como uma das primeiras grandes produções hollywoodianas rodadas quase inteiramente em vídeo digital de alta definição, formato que Mann aprofundou em trabalhos posteriores como Miami Vice. O filme foi um sucesso absoluto de crítica e público, arrecadando cerca de US$ 220 milhões nas bilheterias mundiais contra um orçamento de US$ 65 milhões, além de render a Foxx uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

A atuação de Cruise em Colateral ganha relevância especial diante do histórico do astro, que raramente encarna vilões declarados. Fora breves experimentos cômicos, como a sátira em Trovão Tropical (2008), ou momentos de intensidade extrema como os vistos em Guerra dos Mundos, o assassino de terno cinza permanece como seu contraponto sombrio definitivo ao heroísmo de franquias como Missão: Impossível.

Essa despedida do streaming norte-americano acompanha um ciclo frequente de licenciamento, similar ao movimento recente enfrentado por outros clássicos na Peacock, a exemplo de O Enigma de Outro Mundo, e em plataformas concorrentes, como a transição de Os Infiltrados na HBO Max. No Brasil, o acesso a Colateral permanece atrelado à disponibilidade em lojas digitais e serviços locais de vídeo sob demanda.

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