Klara e o Sol: Jenna Ortega se inspirou em Buster Keaton para viver robô no filme
Diretor Taika Waititi e a atriz Jenna Ortega detalham as referências clássicas e os desafios de adaptar o aclamado romance de Kazuo Ishiguro para os cinemas.
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A adaptação cinematográfica de Klara e o Sol, baseada no romance de Kazuo Ishiguro lançado em 2021, aposta em uma mistura peculiar de comédia física e drama existencial. Em entrevista ao Collider, a atriz Jenna Ortega e o diretor Taika Waititi revelaram os bastidores da produção, destacando como o cinema mudo e clássicos de Hollywood ajudaram a moldar a inteligência artificial protagonista da história. O filme chega aos cinemas no dia 23 de outubro de 2026.

Na trama, que se passa em um futuro onde melhorias genéticas dividem a sociedade, Jenna Ortega interpreta Klara, uma Amiga Artificial movida a energia solar comprada para fazer companhia a Josie, uma criança que lida mal com seu procedimento médico. Para construir a fisicalidade e a inocência da robô, Ortega buscou inspiração em lendas da comédia pastelão. Segundo a atriz, Buster Keaton funcionou como uma referência central para expressar a ansiedade e a movimentação mecânica de Klara, citando especificamente cenas como a do clássico A Casa Elétrica (1922).
Taika Waititi explicou que o maior desafio durante o processo de edição foi encontrar o tom ideal entre momentos genuinamente cômicos e a carga dramática dos temas abordados. Embora o longa traga sequências que flertam com discussões sobre aprendizado de máquina e tomada de decisões por IA, o cineasta afirmou que não pretendia fazer um filme estritamente focado em tecnologia atual, mas sim contar uma história profundamente humana sobre conexão e empatia em um mundo incerto.
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