Tom Arnold rebate acusação de Chuck Lorre sobre créditos de roteiro em Roseanne
Em resposta às memórias do produtor, ator nega ter assinado episódios sem escrever e detalha sua versão sobre o funcionamento da sala de roteiristas.
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A repercussão do livro de memórias de Chuck Lorre continua gerando atritos com nomes históricos da televisão norte-americana. Desta vez, Tom Arnold rebateu diretamente as afirmações feitas pelo criador de sucessos sobre a rotina de produção de Roseanne nos anos 1990.
Em sua autobiografia recém-lançada, Lorre afirmou que os roteiristas da clássica comédia eram orientados a colocar o nome de Arnold na capa dos roteiros, como se ele os tivesse desenvolvido. Na obra, Lorre relatou um episódio no qual o roteirista Danny Jacobson teria lhe apresentado anotações rascunhadas à mão por Arnold, explicando que sua função seria transformar aquilo em um roteiro formal e atribuir o crédito ao então produtor executivo.
Em declarações concedidas à Entertainment Weekly, Arnold refutou essa versão e garantiu que jamais assinou um trabalho do qual não participou ativamente. O comediante explicou que o processo criativo envolvia longas conversas com Roseanne Barr sobre os rumos da temporada, das quais ele anotava ideias e premissas antes da chegada da equipe principal de roteiro.
Arnold destacou que, na dinâmica de uma comédia televisiva da época, todo o texto passava pela colaboração coletiva. Segundo ele, independentemente do nome que constava na capa oficial, qualquer episódio carregava a contribuição de múltiplos integrantes da sala, incluindo quem sugeria piadas pontuais e ajustes de ritmo.
O produtor também recordou momentos de tensão com Lorre, afirmando que sempre cobrava que todos os membros da equipe assinassem ao menos um roteiro por ano para receberem bonificações financeiras. Arnold citou inclusive uma ocasião envolvendo o roteirista Joel Madison, na qual teria pressionado Lorre a ceder o crédito de um de seus episódios para garantir o pagamento do colega.
A resposta de Arnold surge poucos dias após outra controvérsia gerada pela biografia de Lorre, que também motivou manifestações nos bastidores de Hollywood, a exemplo da defesa de Jaime Pressly ao elenco de Mom após observações críticas do autor. Danny Jacobson, por sua vez, confirmou à reportagem a versão de Lorre, apontando um ambiente de trabalho desgastante na série durante aquele período.
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