Nós vimos Tony Stark morrer através dos olhos de Peter Parker. Vimos Pepper Potts se despedir. Vimos os Vingadores em seu funeral e acompanhamos o peso daquela ausência em diferentes filmes do MCU. Mas existe alguém que esteve presente durante o momento inteiro e praticamente nunca foi considerada parte emocional da cena: FRIDAY.

Terry Matalas revelou à revista SFX que VisionQuest revisitará a morte do Homem de Ferro sob a perspectiva da inteligência artificial que acompanhava Tony em sua armadura. A pergunta que motivou o showrunner é simples e estranhamente devastadora: o que acontece com uma IA criada para proteger alguém quando ela presencia a morte dessa pessoa e é incapaz de impedi-la?

Tony morreu, mas todas as coisas que ele criou continuaram vivendo

Esse é um dos conceitos mais interessantes por trás da série. VisionQuest reunirá diversas inteligências artificiais ligadas à história do MCU e dará a várias delas formas humanas. Orla Brady interpreta FRIDAY, Emily Hampshire será EDITH, T’Nia Miller vive Jocasta, James D’Arcy retorna como JARVIS e James Spader volta como Ultron.

Quando pensamos nisso, Tony Stark está praticamente em todos os cantos da história mesmo estando morto. JARVIS nasceu como seu assistente e serviu de base para Visão. Ultron surgiu de sua tentativa de criar uma defesa global. FRIDAY ocupou o lugar de JARVIS dentro das armaduras. EDITH foi deixada para Peter Parker. São tecnologias diferentes carregando pedaços do mesmo homem.

A série utiliza esse legado para discutir uma pergunta que WandaVision já começou a explorar: quando uma criação artificial deixa de ser apenas programa e começa a se tornar pessoa? Se FRIDAY é capaz de lembrar da morte de Tony, sentir que falhou e carregar essa experiência consigo, talvez “assistente virtual” já não seja uma descrição suficiente.

Ultimato tratou a morte do Homem de Ferro como encerramento. VisionQuest parece interessada justamente na parte seguinte: para as coisas que Tony criou e deixou vivas, aquela morte nunca terminou completamente.