Christopher Nolan já não precisava exatamente provar que consegue colocar público no cinema. Ainda assim, A Odisseia encontrou uma maneira de estabelecer um novo recorde dentro de uma filmografia que inclui Batman, viagens espaciais, bombas atômicas e sonhos dentro de sonhos: o longa acaba de se tornar a maior bilheteria de toda a carreira do cineasta.

O épico baseado no poema de Homero atingiu aproximadamente US$ 1,1 bilhão mundialmente em seu quarto fim de semana. O resultado colocou o filme acima de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, que acumulou cerca de US$ 1,085 bilhão em 2012. Batman: O Cavaleiro das Trevas aparece logo abaixo com pouco mais de US$ 1 bilhão, enquanto Oppenheimer, apesar do fenômeno cultural de 2023, encerrou sua trajetória abaixo da marca, com cerca de US$ 976 milhões.

O número é impressionante também pelo tipo de filme que conseguiu alcançá-lo. A Odisseia não pertence a uma franquia de super-heróis, não é uma continuação e não foi construído a partir de uma propriedade cinematográfica moderna. Nolan basicamente transformou um poema de quase três mil anos em um blockbuster de verão capaz de competir com Homem-Aranha e algumas das maiores marcas do entretenimento atual. O longa também se tornou um fenômeno em IMAX, formato que há anos ocupa posição central na maneira como o diretor desenvolve seus projetos.

Existe ainda espaço para crescer. O filme continua em cartaz e sua trajetória internacional não terminou. Portanto, US$ 1,1 bilhão não representa necessariamente o teto, apenas o momento em que Nolan oficialmente ultrapassou seu antigo recordista. Depois de Oppenheimer, parecia difícil imaginar que seu próximo filme pudesse aumentar ainda mais a escala. Nolan aparentemente resolveu o problema da maneira mais simples possível: pegou uma das histórias mais antigas do mundo, colocou câmeras IMAX no meio dela e transformou Homero em evento de verão.